Cara, não vem com essa de quem é fã da Kristen tá apoiando ela. Apoiando uma traição? Eu gosto muito dela, mas to morrendo de raiva pelo o que ela fez. Na boa, traição não pode ser algo normal só porque a pessoa é teu ídolo.


“Eu prometo
cuidar de você
amar você
beijar você
abraçar você
amassar você
encher você
zoar você
morder você
enlouquecer você
bater em você
amar mais um pouco você
mimar você
casar com você
e
acima de tudo
ser feliz com você
ontem, hoje e sempre.”
— Bárbara Leonetti (littlesnake)

“Amor meu
tão grande
num coração gigante
mas não tão grande
que já transborda de tanto amor
amor este que já não é mais meu
é teu
porque habita um coração que fora roubado
e agora é teu, apenas teu.”
— Bárbara Leonetti (littlesnake)

“All this love inside my heart
All this nostalgia
All this desire
It’s per you
just per you!”
Bárbara Leonetti


Eu não finjo que não me importo. Eu não me importo mesmo.




   Esses na foto somos eu, Bárbara (littlesnake) e o meu namorado, Leonardo. Estamos juntos desde Novembro do ano passado, e sinceramente, esses tem sido os melhores meses da minha vida. Mas não é esse o ponto. Eu quero contar nossa história à vocês, para mostrar que tudo na vida pode dar certo, basta você esquecer a palavra “impossível”. Pode ser um pouco grande, mas eu juro que vale à pena ler até o final.

   Nossa história começou em 2010, já fazem dois anos. Eu e ele somos do mesmo colégio, e um dia começamos à conversar e ao longo das semanas fomos nos conhecendo melhor. Na época, eu tinha 14 anos e ele tinha 16, nós dois éramos imaturos demais. Lá por junho, nós ficamos uma vez, passamos à andar juntos, mas não ficamos de novo. Em julho, nós não nos falávamos mais. Paramos de falar um com o outro, e certa mágoa cresceu. Mágoa esta que só existiu por ambos termos acabado com a chances de algo que talvez tivesse futuro acontecer. Nos víamos todos os dias no colégio, tínhamos amigos em comum e a raiva que um sentia pelo outro crescia com isso. Porque nós dois evitávamos estar na presença um do outro, o que gerava uma situação muito chata. Eu conversava com o amigo dele, que falava de mim pra ele, falava que eu realmente o odiava, e o sentimento se tornou cada vez mais recíproco. Chegou num ponto em que nós realmente nos odiávamos, sentíamos muita raiva um do outro e falávamos mal um do outro. Sempre que eu estava num lugar, ele saía. Em festas, ele não participava de jogos ou coisas do tipo quando eu participava. A situação era péssima, e aquilo só piorava à cada dia. Viramos 2010 e chegamos em Setembro de 2011 na mesma situação. Então, o projeto AMA (Academia de Música e Arte) do meu colégio começou, e uma peça aconteceria integrando todos os anos do ensino médio. Eu estava no primeiro e ele no segundo, e aconteceu de ambos querermos participar da peça. Fizemos as audições, e mesmo torcendo pelo contrário, tanto eu quanto ele passamos para os testes. Eu era a personagem principal, inevitavelmente tinha várias e várias cenas com ele. Eu queria morrer à cada palavra que tinha de trocar com ele, à cada olhar que tinha que dirigir à ele. Nós não conversávamos, só encenávamos à cenas que tínhamos juntos e acabava ali. Não existia nenhuma amizade nos bastidores. 

   No penúltimo ensaio antes da peça, nós teríamos de apresentar para o colégio todo no anfiteatro de lá. Estávamos passando toda a peça antes da apresentação, e eu observava um erro dele no modo como agia em uma de suas cenas. Eu, muito perfeccionista como sempre, mesmo relutando com todas as forças que tinha, o chamei. Depois de mais de um ano, eu dirigi à palavra à ele, porque realmente foi necessário. Eu ainda me lembro de chamar o seu nome, e ele me encarar com cara de espato. Falei o que foi necessário, e com a mesma cara, ele concordou em fazer o que eu pedia. Ele foi para a cena claramente extasiado. Eu tentei esquecer a meia dúzia de palavras que nós trocamos e segui meu dia normalmente. No dia seguinte, no último ensaio, à cada cena que eu fazia e ele não estava em cena comigo, eu notava o olhar dele fixado em mim. Eu estava confusa. Por que ele me encarava tanto? Não perguntei nada. Fui para casa quando as aulas terminaram, e no fim da noite eu estava sem fazer nada no facebook, até que uma mensagem chamou minha atenção. Era ele me chamando no chat. Tivemos A conversa. Falamos sobre tudo o que aconteceu entre nós. Ele me pediu desculpas, me pediu perdão por ter se afastado de mim como fez. Aquilo tinha acabado com os meus sentimentos por muito tempo, mais de um ano para ser exata, e agora ele me pedia desculpas. Eu desabei chorando durante toda a conversa. Ele realmente se redimiu, disse que queria voltar à falar comigo, que queria ser meu amigo de novo, que aquelas poucas palavras que eu tinha dito tinham mexido com ele. Eu o perdoei. Acima de ter sido ensinada à perdoar as pessoas, eu sentia falta dele, sempre senti. O alto astral dele, a companhia dele, e até a risada dele eram coisas que me faziam falta. Acho que foi um dos dias mais felizes e surpreendentes da minha vida toda.

   No dia seguinte, na apresentação, nós brincamos um com o outro, conversamos normalmente. Era um passo tão grande para nós. Depois de mais de um ano éramos amigos de novo. Depois de um tempo, aconteceu um churrasco dos membros da peça. Numa rodinha, eu cheguei à brincar que nada mais poderia ser impossível, já que eu e ele tínhamos voltado à conversar. Todos concordaram, porque todos sabiam da tensão que havia entre nós desde .. sempre. 

   O tempo passou, e nós fomos nos aproximando ainda mais. Até que chegou num dia em que ele foi direto e claro: Queria ficar comigo de novo. Eu fiquei com medo, eu não queria perde-lo de novo, me afastar de novo, criar falsas expectativas e acabar machucada de novo. Mas, como sempre fui impulsiva, acabei ficando com ele de novo. Mas, o que era pra ser só coisa de momento, foi crescendo com o tempo, e nos vimos completamente apaixonados um pelo outro. Depois de dois anos, nós estávamos preparados um para o outro. Nós tínhamos crescido tanto no tempo em que ficamos sem nos falar, e agora poderíamos ter algo que valesse à pena.

   Então, o que eu quero dizer para vocês: Qualquer paixão, qualquer história, qualquer vontade e, acima de tudo, qualquer SONHO pode se tornar real. Se não deu certo uma vez, na segunda, terceira e até na quarta tentativa pode dar certo SIM! Todos merecem segundas chances, até mesmo nós mesmos. Se você quer algo, corra atrás disso. Não é porque alguém disse que não daria certo que não vai dar, só você pode dizer isso ;) E obrigada à você que leu até o final :3


Amor é tão clichê. Você sente borboletas no estômago, escreve o nome do amado em vidros embaçados, perde a concentração lembrando daquele sorriso, faz desenho bobos de vocês dois, sorri em lembrar de algum dia que passou ao lado do amado, faz planos - todos envolvendo o amado, é claro - antes de dormir, e se vê colocando a felicidade do outro em primeiro lugar. Mas convenhamos, amar é a melhor sensação do mundo, é o melhor clichê, aquele realmente necessário para a novela da sua vida dar certo. Afinal, sem o amor, o que seriam das tardes frias sem o abraço do outro e alguns filmes com pipoca? O que seria daquele dia de chuva sem o beijo do outro enquanto a chuva cai sobre os dois? Amar é clichê, mas é tão bom que vale a pena.


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Bárbara, 17 anos.
Feita de amor e alegria. O resto a gente tranca numa caixinha e joga fora.